O futuro da óptica em Berlim

A Zeiss reuniu 2 mil clientes de 32 países para um evento na capital alemã, no final de setembro, quando apresentou as suas inovações para a temporada. Cerca de 60 lojistas brasileiros e 30 membros da Zeiss Brasil fizeram parte da Zeiss Convention 2017, com ênfase no futuro da óptica. A editora da VIEW, Andrea Tavares, também integrou o grupo e compartilha agora os pontos altos do evento.

 

Podia ter sido só mais um bem-sucedido evento internacional de uma importante empresa do ramo. Mas o século é o 21 e o ano é 2017, tempo de mudanças intensas se impondo no mercado óptico. Além disso, é na Alemanha, país que tem a excelência como uma de suas marcas registradas. Em sua Zeiss Convention 2017, a corporação alemã de óptica deu um show de transmissão de conhecimento e, como dizem os aficionados em redes sociais, promoveu uma “surra de tecnologia”. Felizmente, a VIEW presenciou mais esse momento especial.

A Zeiss foi muito feliz em usar o futuro como força motriz do evento – Future of Optics (do inglês, “futuro da óptica”) foi o tema. Talvez como retrato de um mundo que vive tantas incertezas e rupturas, nunca se pensou e se teorizou sobre o futuro tanto quanto nos dias de hoje. Tal qual a óptica, muitos mercados passam por transformações inéditas e muito radicais. Generalizando, o homem tem sido colocado em xeque sob muitos aspectos: novos conceitos e fatos até pouco tempo impensáveis passaram a fazer parte de seu dia a dia sem pedir licença.

Tomando-se as devidas proporções, a revolução atual do mercado óptico pode ser comparada à queda do muro que separava Berlim ao meio e que, do dia para a noite, impôs uma nova realidade a uma nação. Refiro-me apenas à ruptura de uma situação preestabelecida e não aos fatos que se sucederam a essa mudança.

E com a série de possibilidades que apresentou, pode se dizer que a corporação alemã propôs a 2 mil parceiros de todo o mundo durante sua Zeiss Convention 2017 que derrubem seus muros e venham viver um novo tempo, cheio de tecnologia para tornar o varejo mais eficiente, mais profissional e com foco personalizado em cada cliente, além da visão ainda mais precisa e com mais conforto por conta do crescente foco em pesquisas.

 

 

Dan Brown, Berlim, Funkhaus…

Depois de ler vários livros do norte-americano Dan Brown, autor de obras como O código Da Vinci, Inferno e Origem, achava praticamente impossível aplicar na vida real a sua fórmula de histórias eletrizantes se passarem em apenas 24 horas. Mas, sim, a Carl Zeiss Vision conseguiu: em quatro dias, a empresa reuniu cerca 2 mil clientes de 32 países para compartilhar seus avanços e ideias nesta temporada de maneira super energética. A cada dia, quase 500 pessoas se revezavam de forma para lá de orquestrada em uma série de atividades pelos domínios da Funkhaus – esse lugar, outro capítulo à parte da Zeiss Convention – e foram apresentadas a um extenso “cardápio” de inovações, fruto do cada vez mais crescente investimento da corporação alemã em tecnologia.

Berlim é uma cidade cheia de significados, em muitos sentidos. Para a Zeiss, tem a ver com berço, já que é a capital do país em que a empresa foi fundada (mais precisamente, em Jena, em 1846). Para a Humanidade, Berlim foi protagonista de um importante momento de sua história recente: a Guerra Fria, que em 1949 dividiu ao meio o país e, consequentemente, a cidade. O famoso muro a separar a Berlim Oriental, socialista, da Berlim Ocidental, capitalista, foi erguido em 1961 e derrubado apenas em novembro de 1989. Desde então, as duas Alemanhas voltaram a ser uma, o país é hoje um dos mais bem-sucedidos entre todas as nações da zona do euro e Berlim tornou-se sinônimo de vanguarda na cultura, no estilo de vida e nas artes.

E nada melhor que um ponto simbólico da história da cidade fosse palco disso tudo. Trata-se da Funkhaus, complexo de prédios à beira do Rio Spree que, de 1956 a 1990, serviu como sede para a radiodifusão oficial da Alemanha Oriental, localizada no setor soviético de Berlim, e que depois passou a se chamar Funkhaus (do alemão, algo como “casa da radiodifusão”). Preservada em sua forma original, é um dos ícones da arquitetura da Alemanha Oriental e considerada um monumento cultural na história do país.

Concebida pelo arquiteto e designer da célebre escola Bauhaus, Franz Ehrlich, erguida pelo engenheiro Gerhard Probst e com acústica concebida pelo mestre Lothar Keibs, é hoje um dos maiores complexos acústicos do planeta. Abriga estúdios, espaço para formação musical e de engenharia de som, áreas para eventos e, principalmente, um dos mais importantes estúdios de gravação (que também funciona como sala de concertos) do planeta por conta da perfeição de sua acústica e que foi palco para gravações das maiores orquestras do mundo, sem falar de vários artistas da música pop, como Sting, Alice Cooper, a-ha e Black Eyed Peas.

 

 

Túnel do amor

Mas não basta ser um ícone da cidade: a parte da Funkhaus ocupada pela Zeiss foi completamente ambientada e, para isso, contou com o talento do Tape That, coletivo berlinense cujo princípio básico é fazer arte apenas com fitas adesivas. Seus trabalhos vão de murais minimalistas em preto e branco até complexas e coloridas instalações com toques de luz e vídeo executados em exibições, galerias de arte, prédios abandonados, casas noturnas, showrooms, lojas temporárias, escritórios, fachadas, eventos etc.

Pisos e paredes ganharam as fitas adesivas de tons fluorescentes na Zeiss Convention 2017, sinalizando e comunicando o trajeto dos quase 500 convidados por cada dia de evento. O destaque ficou por conta de um corredor principal que levava a várias áreas. O que era antes uma simples passagem de paredes brancas e iluminação óbvia transformou-se no que o Tape That chamou em suas redes sociais de “Love Tunnel” (do inglês, “túnel do amor”), graças à iluminação, à música e às suas fitas adesivas. Nome bem apropriado, já que foi o espaço em que os profissionais da Zeiss receberam e saudaram com palmas a passagem de seus convidados.

 

 

Também vale destacar o trabalho que o Tape That executou em uma das paredes da rota de circulação do público: de longe, um belo grafite, mas, de perto, uma obra de arte executada com fitas adesivas:

 

 

Slackline, legado, futebol…

Ao grupo de brasileiros (cerca de 60 lojistas das cinco regiões do país) foi reservado o dia 28 de setembro, a quinta-feira. Depois de chegar a Berlim no começo da noite anterior, o grupo se reuniu para o jantar e, na manhã seguinte, partiu rumo à Funkhaus, sede de parte das atividades do dia, junto a colegas de alguns países da Europa e da Ásia.

Berlim respira urbanidade, mas, surpreendentemente, é cortada por um vasto sistema de canais e tem mais pontes do que Veneza. O local do evento, por exemplo, fica à beira de um desses canais, emoldurado por ares bucólicos. Depois das tradicionais selfies, fotos de grupos e vídeos que logo pipocaram nas redes sociais – a hashtag oficial foi #ZeissFuture -, os convidados retiraram suas credenciais, tomaram café da manhã e energizaram o espírito com uma apresentação radical de slackline, o esporte de equilíbrio sobre fitas elásticas, com saltos e manobras inusitadas.

 

Então, a Zeiss recebeu todos os convidados do dia, juntos, na majestosa e principal sala de concertos da Funkhaus com boas-vindas para lá de tecnológicas. Divididos em dois grupos e com algo nas mãos que parecia apenas um inocente pedaço de plástico no formato de uma pequena raquete de linhas angulosas, porém, dotada de sensores, todos já estavam rapidamente diante da tela de um game que exibia um campo de futebol e a missão era atuar como goleiros, evitando que o time opositor (isto é, as pessoas que estavam na outra metade da sala) marcasse gols.

 

Mais uma amostra do que pode, em um breve futuro, passar a fazer parte do legado que a Zeiss tem deixado ao longo da história do mundo desde a sua fundação. Alguns dos exemplos são a primeira viagem do homem à lua, em que as lentes da câmera Hasselblad usada pelo astronauta norte-americano Neil Armstrong eram Zeiss; os mais de 35 prêmios Nobel concedidos a cientistas que usaram microscópios da companhia alemã em suas pesquisas vencedoras; 75% de todas as cirurgias de catarata no mundo realizadas com sistemas cirúrgicos Zeiss e ainda três prêmios técnicos do Oscar somente na última década em que os cineastas usavam lentes Zeiss em seus equipamentos.

Músicos ocuparam o palco e, em contraste a sua bela e harmônica apresentação, o órgão instalado no fundo do palco ganhou ares futuristas com um show de luzes e performance dos mesmos atletas do slackline, gerando um espetáculo de tirar o fôlego.

 

 

O varejo do futuro

A próxima conexão com o futuro foi personalizada por um dos principais especialistas europeus em inovação e transformações digitais, o alemão Nick Sohnemann. À frente de sua empresa, a Future Candy, atende importantes corporações europeias.

Definindo-se como um “futurista”, Sohnemann focou no varejo do futuro, estabelecendo contraste entre o modelo tradicional de varejo óptico e o inovador, baseado na tendência conhecida como “omnichannel” (do inglês, algo como “multicanal”, expressão do varejo que define o consumo nos dias de hoje, em que as compras podem ser feitas em diversos canais com a possibilidade, ainda, de cruzar compras em ambientes físicos e virtuais).

O especialista ilustrou sua apresentação com imagens de lojas que apostam em novos conceitos de exposição de produtos, diversificação do mix e ambientação do ponto de venda como um local muito confortável, que, de fato, recebe bem o cliente. Além disso, provocou a mente do público compartilhando casos bem-sucedidos de inovação, especialmente na área de serviços, como o conceito de farmácia simplificada nos Estados Unidos, a PillPack, que libera o cliente de ir à loja ao gerenciar on-line sua medicação, recebendo no endereço desejado seus remédios a cada duas semanas, separados em doses individuais com indicações de dia e hora a serem tomadas.

Sohnemann concluiu sua apresentação deixando a mensagem que a principal inspiração para o varejo no futuro é a cultura da experimentação, implantando-a e cultivando-a nas empresas.

 

 

A tecnologia, na prática

Chegou a hora de o grupo se separar em pequenos times para as demais atividades que os aguardavam ao longo do dia. À minha equipe, coube conhecer um dos destaques do evento, o Zeiss Visufit 1000, introduzido pelo vice-presidente para desenvolvimento das vendas, Boris Dejonckheere, que definiu o novo sistema para atendimento na loja como uma materialização da evolução do varejo óptico.

O executivo apresentou em detalhes as vantagens do novo sistema, destacando pontos como construção da reputação da óptica, desenvolvimento das habilidades pessoais, redução de custos, participação na estrada digital, crescimento do faturamento, satisfação do consumidor, eficiência nos serviços, além de novas funcionalidades. Trocando em miúdos, agora é possível garantir exatidão nas medidas mesmo que o consumidor não consiga ficar à vontade diante da máquina no instante da aferição. Além disso, o Zeiss Visufit 1000 dispõe de uma leitura com 45 milhões de pontos focais em vez de 12.

O equipamento é uma evolução de 25 anos desse conceito, desde que o primeiro foi introduzido no mercado – o Zeiss Video Infral, em 1992. Depois, vieram o Zeiss Video Infral II (1999), o Zeiss i.Terminal (2004), o Zeiss i.Terminal 2 (2011) e, agora, o Zeiss Visufit 1000. Apesar de exibir o sistema para o público presente e apresentar em detalhes suas características e benefícios, foi o único momento do dia em que a companhia pediu gentilmente que não tirassem fotos.

 

Nas alturas

A atividade seguinte foi cheia de energia, mas com boas pitadas de frio na barriga. O grupo foi conduzido para uma parte externa da Funkhaus e deu de cara com uma considerável montanha russa. Detalhe importante: o brinquedo foi montado especialmente para o evento!

Mas uma montanha russa apenas para distrair os convidados? Nada disso! Antes de ocupar seu lugar no carrinho, cada convidado vestia os óculos de realidade virtual da Zeiss, o VR One Plus, e encarava as subidas, as descidas e todas as manobras do brinquedo com um filminho diante dos olhos, deixando a aventura um pouco mais radical.

 

 

Mais aula de varejo

Da montanha russa direto para a óptica: a Zeiss construiu uma óptica, nomeada de “20/20 Vision” (do inglês, “Visão 20/20”), sugerindo novas ideias para elaboração de vitrines (todas divulgavam lentes e de forma bem criativa!) e exposição dos produtos, além de apresentar seu sistema de atendimento, o My Vision Profile (do inglês, algo como “meu perfil de visão”), que permite ao consumidor realizar on-line uma avaliação de sua condição visual respondendo 25 questões. Imediatamente, a pessoa tem acesso à análise de seu perfil visual, que pode ser enviado para seu e-mail, e ainda há a geração de um QR Code, que pode ser apresentado na óptica, adiantando algumas etapas do atendimento, com dicas, inclusive, de lentes e tratamentos.

 

 

Exemplo de uma tela do My Vision Profile

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A ciência da visão

Após o almoço, mais inovação! Para começar, momento “Professor Pardal” do dia: membros da área de pesquisa e desenvolvimento da companhia trataram de luz e visão, lançando um material de ponto de venda para demonstrar a transmissão dos raios ultravioleta e da luz azul.

 

 

 

 

 

 

Foi hora então de conhecer o Zeiss Vision Science Lab (do inglês, algo como “laboratório Zeiss da ciência da visão”), fundado em 2013, em parceria com o Centro de Pesquisa Oftálmica da Universidade Tuebingen e dedicado a compreensão básica da visão, percepção visual, saúde ocular e deficiência visual. De forma prática, estudantes apresentaram seus projetos, acompanhados de pesquisadores, relacionados, por exemplo, ao entendimento mais profundo da miopia e à integração da realidade aumentada no dia a dia do consumidor.

Definitivamente, a cereja do bolo nessa etapa foi o robozinho Pepper (do inglês, “Pimenta”, um exemplar para lá de fofo da Inteligência Artificial, que pode atuar na linha de frente da óptica, recebendo os clientes.

 

 

Momento zen do dia

Para entrar no clima de sua nova lente oftálmica, a Zeiss EnergizeMe, a empresa preparou um ambiente de relaxamento e bem-estar. Uma grande sala foi ocupada por cadeiras confortáveis e pufes espalhados pelo chão para que o público conhecesse em detalhe o novo produto, apresentado pelo vice-presidente global para o desenvolvimento das vendas, Juan Luis Rexa. A proposta é combinar óculos e lentes de contato a fim de proporcionar mais conforto visual para as pessoas que têm as lentes de contato como única forma de correção visual. O produto está sendo comercializado no mercado brasileiro desde setembro.

 

 

Barco e tuk-tuk

Missão cumprida e hora de dar início à segunda parte dessa agitada agenda. Em vez do tradicional ônibus, os convidados foram conduzidos a um píer na própria Funkhaus e embarcaram em charmosos barcos cruzando a cidade no leito do Rio Spree rumo ao hotel no coração da cidade, na Alexanderplatz, a praça que abriga a famosa torre de tevê, um dos símbolos de Berlim.

 

 

 

 

 

 

Sem dúvida, o ponto alto foi passar do ladinho do Molecule Man (do inglês, “Homem Molécula”), a escultura de alumínio perfurado com 30 metros de altura do artista plástico norte-americano Jonathan Borofsky, instalada no Rio Spree exatamente onde seria a divisão da cidade, isto é, no encontro do distrito de Kreuzberg, que pertencia à Berlim Oriental até 1990, com os então distritos da Berlim Ocidental, Friedrichshain e Treptow.

 

Depois do barco, mais um transporte diferente. Para transportar os convidados até o hotel, que era ali pertinho de onde desceram do barco, dezenas de triciclos tuk-tuk tomaram a rua e levaram todos até o hotel.

 

 

 

 

 

 

 

 

O desafio da balada

Eu não estava exagerando sobre um roteiro eletrizante de cerca de 24 horas. A noite reservava não apenas uma simples festa, mas quatro eventos. Além disso, por se tratar da última noite do evento, os brasileiros foram desafiados a honrarem sua fama de festeiros e baterem o recorde de permanência na balada.

 

Mas a noite estava apenas começando… Um coquetel no restaurante do hotel recebeu o público que depois partiu para o Zeiss Grossplanetarium, o maior da Alemanha e considerado o mais moderno planetário da Europa após a renovação pela qual passou no ano passado. Depois de serem servidas as entradas, os convidados passaram para a sala de projeção em si, mas, antes da breve exibição de um filme de encher os olhos (perdoem-me pelo trocadilho), um gigante de luz de cerca de 8 metros deu as boas-vindas a todos.

 

Próxima parada: a tradicional casa de espetáculos Wintergarten, com atmosfera que remete ao glamour dos anos 20, onde foi servido o jantar de fato, com direito ao espetáculo Sayonara Tokyo, mix de teatro, dança, acrobacia e música em meio a cenas do dia a dia no Japão, com direito a quimonos, flores de cerejeira, mangás, animes e muita cor.

 

 

 

Antes de partir para a balada, o diretor de marketing da Zeiss, Sven Hermann, despediu-se dos convidados, reforçando o amor da companhia pelo futuro, o compromisso com os ópticos parceiros e ainda deixou no ar um aperitivo de uma novidade que parece promissora: os smart glasses da Zeiss, versão bem mais elaborada quando comparada com aquela do gigante de busca da internet que naufragou pouco após seu lançamento.

 

 

 

 

 

 

O bar que fica no último piso do hotel, com uma vista privilegiadíssima da cidade, foi a última parada da noite, com muita animação, música e confraternização. E, seguindo a força da expressão que missão dada é missão cumprida, os brasileiros responderam ao desafio e deixaram a pista de dança já passava das 6h da manhã. Mais umas horas e o voo já estaria à espera, acompanhado de um belíssimo por do sol, que se despedia da gente após aqueles inesquecíveis dias em Berlim.

 

 

Olhar generoso

Em quatro dias e meio, os convidados brasileiros levantaram voo, chegaram a Berlim, participaram do evento, festejaram, despediram-se da cidade e aterrissaram no Brasil. Certamente, devendo umas boas horas de sono a seus corpos, porque o único jeito foi colocar em prática mais uma máxima propagada pelas redes sociais (“dormir é para os fracos”) por conta de tantas atividades, mas, por outro lado, com uma bagagem e tanto em suas mentes: conhecimentos renovados e olhares mais generosos e promissores para o presente e rumo ao futuro.

 

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Zeiss Convention 2017 Future of Optics [VIEW Stars]

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Parte do grupo de brasileiros chega à Funkhaus para iniciar sua jornada pelo futuro da óptica LEIA MAIS

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William Kerne (Carl Zeiss Vision) com Claudionor Moreira e Walcylene Costa (Laboóptica) LEIA MAIS

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