Marcolin + LVMH = Thelios

A joint venture (do inglês, algo como “empreendimento conjunto”, expressão que denota a associação de empresas para a realização de um novo empreendimento comercial) entre a Marcolin e o conglomerado LVMH, anunciada no final de janeiro, começa a ganhar corpo, delineando a nova operação. A principal novidade é que a nova empresa já tem nome: “Thelios” (do grego, “amor”).

A grife francesa Céline (antes nas mãos da Safilo) marcará a estreia da Thelios e chegará a alguns mercados já em janeiro. Uma nova fábrica, em Longarone, é o centro produtivo da Thelios – sediada na província de Belluno, Vêneto, a cidade abriga outras indústrias ópticas, como De Rigo, Look The Concept, Trevi Coliseum e a própria Marcolin.

 

Lideranças definidas

Além do nome, as lideranças já foram determinadas: o então CEO( do inglês, “Chief Executive Officer”, sigla que denomina o cargo de diretor executivo) da Marcolin, Giovanni Zoppas, é o CEO da Thelios, que passa a acumular a função de presidente executivo da Marcolin, sendo responsável pelas áreas de licenciamentos, negócios internacionais, recursos humanos e comunicação legal e institucionais. “O objetivo das mudanças é assegurar os melhores resultados possíveis, alinhando os interesses das várias partes interessadas”, informou o comunicado oficial da empresa.

A posição de CEO da Marcolin passou a ser ocupada por Massimo Renon que, desde janeiro, atuava como diretor mundial de vendas. “Consistente com o espírito de renovação, Zoppas dará todo o suporte necessário a Renon, a fim de que seja bem-sucedido na nova função”, relatou o comunicado.

Em entrevista durante o salão de óptica francês Silmo ao jornal Vision Monday, da norte-americana Jobson, Zoppas explicou que o foco na qualidade é o que une Marcolin e LVMH. “A Thelios oferecerá qualidade em design, produção, distribuição, seletividade e também nos processos. A operação será baseada no savoir faire, nas capacidades humanas, indo além do que é padrão. Será uma abordagem única, um processo de 360º, em que tudo é consistente”. E acrescentou que a nova operação de Longarone se dará em uma fábrica separada da Marcolin: “não é uma típica relação entre licenciador e licenciado, mas uma verdadeira joint venture, respeitando-se os negócios das partes envolvidas”.

 

 

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