[Um outro olhar] Os óculos do amor

Sabe aquele bordão que pegou nos últimos anos? O tal do “não tá fácil pra ninguém…”? É, prezado leitor, parece que com o passar do tempo ele foi fazendo cada vez mais sentido. Saiu das piadas para a vida real. Não é novidade que vivemos tempos estranhos. Eu mesma, otimista por excelência, vim aqui conversar com você na edição passada sobre o fim do romance no mercado óptico e compartilhar a necessidade de praticar o “aceita que dói menos”, entendendo que a óptica vive uma nova era.

Não bastando todas essas mudanças corporativas, profissionais e de comportamento pelas quais o mercado e o mundo passam, na última semana, a economia brasileira, que parecia começar a querer sair do buraco, volta a ser ameaçada com tanta sujeira trazida à tona por políticos e empresários…

Quando parece que o cliente estava querendo se animar em voltar à óptica para trocar sua armação ou comprar novos solares, tudo volta para trás? E a ressaca moral com tanta roubalheira?! Não tem mais ideologia, direita ou esquerda, é uma massa única de desrespeito ao Brasil e aos brasileiros. Que pena… Às vezes, a sensação de desamparo diante desse cenário é tão grande que parece tirar a energia até dos mais otimistas. Mas a gente precisa seguir em frente com esperança (na verdade, ainda mais esperança que nunca!) e, por mais que soe como chavão, fazendo a nossa parte, acreditando nas coisas boas da vida, mentalizando as melhores energias e lembrando que a hora mais escura da noite é o fim da madrugada, quando o dia está prestes a raiar.

Há pouco um amigo de Facebook compartilhou um texto tão bonito, daqueles que são combustíveis reforçados para a esperança. Ele até comentou o quanto aquelas palavras eram piegas e quando aqueles números podiam ser aleatórios, mas são argumentos que fazem pensar e perceber que vale manter-se firme na esperança.

 

“Para cada pessoa dizendo que tudo vai piorar, existem 100 casais planejando ter filhos.
Para cada corrupto, existem 8 mil doadores de sangue.

Enquanto alguns destroem o meio ambiente, 98% das latinhas de alumínio já são recicladas no Brasil.
Nas ferramentas de buscas na internet, a palavra ‘amor’ tem mais resultados que a palavra ‘medo’.
Para cada muro que existe no mundo, há 200 mil tapetes com a inscrição ‘seja bem-vindo’
Enquanto um cientista desenha uma nova arma, há 1 milhão de mães fazendo bolinhos de chocolates.
Ser e fazer a diferença, sendo mais gentis, proativos, caridosos e positivos. Assim também se muda o mundo.”

 

Como eu já escrevi nesta coluna várias vezes, mais que nunca é hora de praticar o amor e manter o coração cheio dele. Até porque, quando a gente não faz isso, quem toma conta é o medo. Porque o contrário de amor não é ódio nem raiva, mas medo. E esse tal de medo não é bom em momento algum. Faz a gente paralisar, drena as melhores energias e torna as coisas sombrias. E, de sombras, esse mundo já está cheio. E já que óculos é o nosso negócio, vamos vestir os óculos do amor e com amor, para manter o espírito da melhor forma possível a fim de enfrentar esses momentos tão confusos e cheios de desamparo. Se, lá fora, o mundo não está fácil para ninguém, torne as coisas mais fáceis na sua vida, vista os óculos do amor!

 

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*Andrea Tavares foi Editora da VIEW de 1996 a 2017.

 

 

 

 

 

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