A novidade da inteligência artificial

Flavio Bitelman é o publisher da Jobson Brasil

Todos os anos que vou à feira de Nova York, chego dois dias antes para participar do VM Summit, o evento do jornal Vision Monday promovido pela Jobson norte-americana, sempre na véspera da Vision Expo East.

A equipe organizadora sempre escolhe, para cada edição, um ou mais assuntos que fazem parte da ordem do dia do mercado óptico mundial. Este ano, o tema foi a inteligência artificial, que por lá é bem conhecida pela sigla “AI”, já que, em inglês, fala-se “artificial intelligence”.

Vários pesquisadores renomados apresentaram suas ideias. Usaram exemplos dos carros sem motorista comandados pela inteligência artificial. Em parceria com o Google, a norte-americana Tesla lançou veículos autônomos e, recentemente, seu valor de mercado superou o da Ford, ficando apenas a alguns passos da General Motors. Já a startup de sensores para carros autônomos com sede em Israel, a MobileEye, foi vendida em março US$ 15,3 bilhões para a Intel, pois fabrica sensores para esse tipo de veículo.

Aquilo que parecia longe está cada vez mais perto. Com o desenvolvimento da inteligência artificial, percebe-se que ela não é uma coisa, mas “a coisa”. E a previsão dos especialistas é que a sobreposição de humanos e máquinas será um tema recorrente nas discussões muito em breve.

Uma dos palestrantes do VM Summit, a fundadora e diretora-executiva da Fast Forward Labs, Hilary Mason, empresa de pesquisa que acelera a ciência dos dados e a capacidade de inteligência das máquinas, ilustrou os conceitos básicos da inteligência artificial que vai do big data (do inglês, algo como “grandes dados”, termo que se refere às informações geradas pelo rastreamento do comportamento do consumidor na internet, usadas para aumentar a eficiência das operações) de uns anos atrás para o analytics, as máquinas que aprendem e, acima de tudo, a inteligência artificial.

O Google Maps é um dos maiores exemplos de inteligência artificial nos dias de hoje. Hilary Mason explicou que todos olham para pessoas que executam tarefas repetitivas e buscam dados para substituir essas tarefas por máquinas, deixando esses profissionais com tempo para trabalhos mais criativos. Quanto mais a inteligência artificial avança, a economia se desenvolve com grande vantagem em produtividade e criatividade. A questão não é ser contra as máquinas, mas a parceria com elas.

Outro exemplo de inteligência artificial abordado no evento são os algoritmos gerados pela análise do comportamento dos consumidores com câmeras nas lojas, que passam a “assessorá-los” na escolha dos produtos que mais os atraem e também onde colocá-los para chamar mais atenção. Os pesquisadores do projeto Watson da IBM, o computador mais inteligente de todos os tempos, estão trabalhando em uma pesquisa para conhecer melhor os consumidores por meio dos dados gerados por suas compras, tais como os horários que gostam de ir às lojas, locais etc.

Definitivamente, a inteligência artificial é o assunto do momento e é preciso estar atento e aberto ao que virá e, se possível, participar dessa inovação.

Boas vendas!

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