Resultados financeiros das corporações ópticas em 2016

Allergan

Receita de US$ 14,57 bilhões, avanço de 15% comparado ao ano anterior. No período de 12 meses encerrado em dezembro, a Allergan relatou vendas globais de US$ 2.437,7 milhões em seu segmento de cuidados visuais, avanço de 33% em relação a 2015.

 

CooperVision

A corporação californiana de lentes de contato obteve receita de US$ 1.577,2 milhões em 2016, um ganho de 6% em relação ao ano anterior ou de 7,5% em taxas de câmbio constante.

 

Essilor

A corporação francesa informou receita consolidada de € 7.115 milhões no ano fiscal encerrado em 31 de dezembro. Valor que representa uma evolução de 7,6%, sem levar em conta a correção cambial. Em termos comparáveis, as vendas aumentaram 3,6%, representando um crescimento de 4,1% sobre o primeiro semestre e de 3,1% sobre o segundo, com uma base de comparação mais elevada. O efeito do escopo de consolidação, com alta de 4,0%, foi inteiramente composto pela contribuição das aquisições acionárias no decorrer do ano fiscal.

A Essilor atribuiu tais ganhos aos mercados de crescimento rápido e à Europa, aos resultados mistos na América do Norte e a conclusão das 18 novas parcerias e aquisições, representando uma receita acumulada de € 304 milhões.

“Em 2016, a Essilor alcançou mais um ano de crescimento de lucros, continuou sua missão de melhorar os cuidados com a visão em todo o mundo e expandiu seu alcance operacional e geográfico”, comentou o CEO (do inglês, “Chief Executive Officer”, sigla que denomina o cargo de diretor executivo) da Essilor International, Hubert Sagnières. “Várias iniciativas já estão em andamento em termos de inovação, oferta de produtos e serviços. Como resultado, a Essilor espera uma aceleração progressiva do crescimento no decorrer do ano. Além disso, a combinação proposta com a Luxottica permitirá a integração de lentes, armações e distribuição abrindo perspectivas particularmente excitantes”, avaliou.

Em 2017, a Essilor afirmou que a meta é acelerar o desenvolvimento da inovação. Ao longo dos próximos 18 meses, a empresa lançará vários produtos importantes sob três das suas principais marcas de lentes (Crizal, Transitions e Varilux). Além disso, a empresa também planeja intensificar o desenvolvimento de suas atividades de lentes solares e e-commerce, alavancando as conexões entre gamas de produtos, expansão geográfica e sinergias com aquisições recentes.

 

GrandVision

A empresa com sede na Holanda e líder global de varejo óptico com presença em 44 países (inclusive no Brasil, com a GrandVision by Fototica) fechou 2016 com crescimento de 3,5% em sua receita, totalizando € 3.316 milhões, um crescimento de 2,2% em relação ao ano anterior, que havia ficado em € 3.205 milhões. Já o Ebitda (sigla em inglês para “earnings before interests, taxes, depreciacion and amortization”, isto é, “ganhos antes de juros, impostos, depreciação e amortização”) ajustado evoluiu 6,7% em taxas constantes de câmbio, perfazendo € 537 milhões – em 2015, esse valor ficou em € 512 milhões.

 

Johnson & Johnson

A corporação norte-americana registrou vendas mundiais de US$ 71,9 bilhões em 2016, crescimento de 2,6% em relação ao de 2015 e os ganhos por ação (ajustados) totalizaram US$ 6,73, uma evolução de 8,5%.

As vendas operacionais e os ganhos por ação (ajustados) da divisão Farmacêutica e Vision Care avançaram 7% e 9%, respectivamente. No segmento de Vision Care, a Johnson & Johnson relatou vendas de US$ 2,79 bilhões no ano passado, crescimento de 6,4%.

Segundo o CEO (do inglês, “Chief Executive Officer”, sigla que denomina o cargo de diretor executivo) da empresa, Alex Gorsky, o objetivo é manter o crescimento sustentável em longo prazo por meio de novos produtos, ciência e inovação. A estimativa da Johnson & Johnson é fechar 2017 com vendas entre US$ 74,1 bilhões e US$ 74,8 bilhões, refletindo um crescimento operacional esperado na faixa de 4% a 5%.

Luxottica

As vendas líquidas em 2016 da corporação italiana bateram os € 9.086 milhões, evolução de 3,9% em taxas de câmbio constantes. O resultado líquido dos 12 meses subiu para € 851 milhões, isto é, 5,8% em taxas de câmbio constantes em relação ao ano anterior.

As vendas totais da divisão de atacado praticamente mantiveram-se semelhantes quando comparadas a 2015, ficando em € 3.528 milhões, decréscimo de 0,4% em taxas constantes. Já as vendas da divisão de varejo cresceram 6,8% em taxas constantes, fechando em € 5.558 milhões.

O fundador e presidente da empresa, Leonardo Del Vecchio, comentou que “a Luxottica está olhando o futuro com entusiasmo para as oportunidades e com a confiança que vem de uma empresa mais forte, mais eficiente e que toma decisões mais rapidamente. A Luxottica tem estratégias claras e marcas fortes. Conhece seus consumidores em todo o mundo e o porquê eles a escolhem. E agora se prepara para oferecer-lhes uma experiência superior, resultante do design e da produção integrados de armações e lentes. Independentemente da combinação com a Essilor, pode-se confirmar que 2017 será mais um ano de crescimento para a empresa”.

Investimentos de peso foram feitos em 2016 para fortalecer os negócios do grupo em todo o mundo e iniciativas importantes têm sido dedicadas ao desenvolvimento de suas operações, incluindo a criação de três grandes centros de produção e logística, que integram a fabricação e a distribuição de lentes e armações na Itália, nos Estados Unidos e na China. As inaugurações desses novos centros em Sedico, Atlanta e Dongguan permitirão colocar em prática um novo modelo organizacional baseado em hubs logísticos e de fabricação, em que armações e lentes são integradas na fonte, oferecendo produtos e serviços inovadores aos consumidores e prazos de entrega menores.

A Luxottica também continuou sua expansão para novos mercados, a fim de evoluir a experiência multicanal de sua rede de varejo, fortalecendo o marketing digital e inovando suas plataformas de e-commerce, graças à instalação em progresso de vitrines digitais e a evolução da tecnologia de prova virtual dos óculos no site da Ray-Ban (www.ray-ban.com).

Em 2016, a Sunglass Hut confirmou sua liderança no segmento de varejo de óculos solares com crescimento de receita de 8,1% em taxas de câmbio constantes, enquanto a LensCrafters registrou aumento líquido das vendas de 1,3% em dólares. Na Austrália, a revisão do mix de produtos nas lojas da OPSM se mostrou bem-sucedida no decorrer do ano com evolução gradual das vendas comparadas por loja. Já na América Latina, a rede GMO manteve sua sólida tendência de crescimento.

As plataformas de e-commerce da Luxottica (Ray-Ban.com, Oakley.com e SunglassHut.com) obtiveram excelentes resultados em 2016, com crescimento de 24% em taxas de câmbio constantes.

 

Pramaor

A companhia italiana, especializada na produção de óculos de titânio sob a marca Blackfin e que ganhou o Silmo D’Or em 2015 na categoria inovação tecnológica em armação de receituário, segue em trajetória de crescimento. No ano passado, contabilizou um novo aumento em seu volume de negócios, fechando em € 7,7 milhões, um avanço de 25% em relação ao ano anterior, liderado, sobretudo pelas exportações, que representaram 76% das vendas, isto é, € 6,2 milhões e 31% a mais que em 2016. Os negócios na Itália também subiram 16%.

 

Safilo

As vendas líquidas da empresa italiana bateram os € 1.252,9 milhão, uma leve contração comparada ao € 1.279 milhão de 2015 (um decréscimo de 2% nas atuais taxas de câmbio e de 1,2% a taxas de câmbio constantes), atribuída principalmente à queda de dois dígitos da Gucci no seu portfólio de marcas licenciadas.

Em nível operacional, o Ebitda (sigla em inglês para “earnings before interests, taxes, depreciacion and amortization”, isto é, “ganhos antes de juros, impostos, depreciação e amortização”) ajustado ficou em € 88,8 milhões, queda de 13,3% em relação aos € 102,4 milhões em 2015. A margem do Ebitda ajustado ficou em 7,1% das vendas comparada aos 8% do ano anterior, refletindo os efeitos da perda da força da Gucci.

Em 2016, a Safilo gerou um fluxo de caixa livre de € 44,7 milhões, reduzindo a dívida líquida do grupo de € 89,9 milhões em 2015 para € 48,4 milhões e a alavancagem financeira foi ajustada para 0,5x. Esse resultado inclui o segundo dos três pagamentos de compensação de € 30 milhões da Kering recebido em dezembro e uma entrada de € 10,7 milhões pela venda do antigo centro de distribuição da empresa nos Estados Unidos, situado em Nova Jersey.

 

Zeiss Group

O grupo alemão registrou recorde na receita e nos ganhos de seu ano fiscal 2015 – 2016 e atribuiu seu sucesso operacional ao “aprimoramento da competitividade”. A receita teve um crescimento de 8%, batendo os € 4,881 bilhões (comparada com os € 4,511 bilhões no ano anterior) e o Ebit (sigla em inglês para “earnings before interests and taxes”, isto é, “ganhos antes de juros e impostos”) evoluiu na casa dos 67%, ficando em € 615 milhões, comparados aos € 369 milhões do mesmo período anterior. Já a margem do Ebit foi de 13%.

Pela primeira vez, os pedidos superaram a marca dos € 5 bilhões. Segundo o presidente da Carl Zeiss AG e CEO Michael Kaschke, esse foi o ano fiscal mais bem-sucedido para o grupo “Os programas que a empresa lançou para aumentar sua competitividade agora estão começando a se concretizar”, explicou. “O portfólio inteiro da empresa está contribuindo para a saúde dos ganhos. Houve crescimento em todas as unidades de negócios”.

O segmento de cuidados visuais, a Carl Zeiss Vision, teve aumento de receita de 8%, fechando o ano fiscal com € 1,089 bilhão – no ano anterior, esse valor havia ficado em € 1,007 bilhão. A corporação atribuiu seu crescimento vigoroso nessa divisão ao lançamento bem-sucedido de produtos como DriveSafe e DuraVision.

 

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