[Um outro olhar] O que você vende mesmo?

Maníaca por óculos, Andrea Tavares é editora da VIEW e do Blog da VIEW

Redes sociais têm, sim, suas inconveniências, mas, muitas vezes, a troca de informações pode ser incrível. Dia desses, esbarrei no Facebook com um post nem me lembro de quem, que compartilhava a foto do que parecia ser uma espécie de declaração de valores de uma empresa. Como o título me chamou atenção – nada menos que “Abrace” – resolvi olhar melhor o texto. Gostei do que li e compartilho agora com você, querido leitor.

 

Abrace

Nós, do Restaurante Maria Nilza, temos sempre uma forma cuidadosa e às vezes aventureira para superar as expectativas de nossos clientes.

Nós temos a obrigação de nos concentrar no cliente e o tratar com simpatia e um sorriso no rosto.

Quem não tem um perfil solidário e solícito nunca será parte de nós. Não tenho dúvida que essa filosofia nos levará cada vez mais para o sucesso.

Sinto que fui abençoada com uma ótima família, amigos e um negócio maravilhoso do qual me orgulho. Adoro vender alegria, compartilhar e gosto especialmente de conversar sobre culinária, minha especialidade, e também sobre abraços, porque ninguém abraça os clientes como nós.

No restaurante Maria Nilza, promovemos e adoramos a diversão, a alegria, a criatividade, o calor humano e o poder do abraço.

Agora lhe pergunto: quem não gostaria de fazer parte dessa família?

 

Confesso que fiquei encantada com o carinho e a simplicidade. Imediatamente, recorri ao Google para checar a veracidade da história e descobri que o restaurante da Maria Nilza é mais que real, tem site em três idiomas (restaurantemarianilza.com.br) e está instalado no vilarejo de Guaiú, a cerca de 17 quilômetros de Santa Cruz Cabrália, litoral sul da Bahia. E o detalhe a praia de Guaiú só pode alcançada de barco. Enfim, deve ser mais um pedaço do paraíso entre tantos que só a Bahia é capaz de proporcionar…

Maria Nilza abriu seu coração, deixou visível a quem quiser ver a declaração de valores de seu restaurante e em poucas palavras mostra porque deve ser especial. Seu restaurante poderia ser mais um como milhares deles instalados na imensa faixa litorânea brasileira, mas não é: valoriza as boas energias, o valor de um abraço e vende alegria. Sentiu? Lá no site diz que o arroz de polvo feito por ela é uma maravilha mas, mais que isso, ela afirma vender alegria. Comida boa e serviço bom são itens básicos: o que importa é vender alegria, é proporcionar boas experiências aos clientes. Maria Nilza vende a memória das boas sensações que um bom prato é capaz de causar e de um atendimento excepcional.

E isso vale para qualquer negócio. Você vende o quê? Óculos e lentes? Se acha que sim, pense que agora está na hora de passar a vender felicidade, alegria e sorrisos. Da mesma forma que uma boa comida, óculos são responsáveis por boas sensações: quando a experiência de compra e o resultado estético fazem um cliente feliz, ele sai transformado da sua loja. Mas, para começar, você tem de acreditar nisso. Acreditar e amar os óculos, crer no poder do seu trabalho e da sua equipe para ser capaz de proporcionar de fato experiências memoráveis a seus clientes.

Logo que mudei para São Paulo, lá se vão quase 14 anos, comecei a frequentar um salão de cabeleireiro tido como reduto de modernos e, por conta disso, eram muitas as pessoas (especialmente mulheres, é óbvio) que iam lá em busca de renovar seu visual. Fui feliz testemunha de muitas carinhas felizes quando constatavam o resultado final no espelho. Naqueles dias, eu pensava (e continuo pensando), que cabeleireiros, maquiadores e ópticos são extremamente felizardos porque trabalham com a parte mais nobre do corpo humano: o rosto! E os ópticos, então, com a parte mais nobre das mais nobres: os olhos!

Assim, fica ainda mais fácil vender felicidade. E se você acha que abraços podem ser um pouco demais, aprume esse rosto, vista bons óculos, troque-os com muita frequência e comece com um bom e sincero sorriso. Sorria e venda felicidade!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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