[Espaço do Eric] O novo cenário da óptica brasileira * parte 1

O óptico francês Eric Gozlan está estabelecido em Curitiba com a Eric Gozlan Lunettes e a Speks

Este ano começou com grandes mudanças no mercado. Acredito que o segmento irá se fortalecer e crescer com essas recém-anunciadas alianças, porém ainda vai demorar para surgirem os efeitos positivos. O que mais preocupa de imediato é esse cenário de incertezas político-econômicas que mudou o comportamento do consumidor, que passou a ser mais informado, mais exigente e cauteloso ao gastar e, especialmente, ao investir em óculos.

Somados esse contexto e essas mudanças, vale lembrar que, apesar de a visão ser essencial, óculos ainda não são uma prioridade de investimento. Em um cenário de pessimismo, o consumidor tem tendência a adiar a visita ao oftalmologista, pois pensa que ainda está enxergando ou está bem com os óculos atuais, mesmo com a visão defasada e tentará aguentar o máximo com os mesmos óculos ou, se trocar o grau, irá apenas comprar lentes, mantendo a mesma armação.

É comum ver o cliente trocar a armação apenas por obrigação porque perdeu ou quebrou, mas não por desejo, como era antes. No caso dos óculos de sol, a situação é ainda pior, pois passam a ser acessórios secundários e mais que nunca vale o argumento de que “ainda podem aguentar uma temporada”.

O cenário atual do país, a mudança de comportamento do consumidor e o fato de que trocar de óculos não é prioridade de investimento pouco animam as perspectivas para 2017. É preciso entender o cliente e repensar com cautela, porque ele continuará a priorizar a sua loja mais do que a do vizinho. Nos próximos números, dicas para enriquecer essa relação.

 

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